isacosta.net » the geek side
9.11.06
categorias:
Eu, tal como uma boa mão cheia de cibernautas, costumava ter instaladas no firefox, extensões que bloqueavam publicidade e elementos em flash para não ser atormentada por banners e pop-ups diversos, enquanto navegava pela internet.

Mas o destino teve outros planos para mim. De um momento para o outro, vi-me a trabalhar num sitio cujo um dos principais modelos de negócio é a publicidade, então passei a vê-la com outros olhos. Não porque tivesse sido obrigada, mas porque fiquei impressionada com a sua mecânica, e com tudo o que ela envolve e move.
Em menos de nada, fiquei fã das campanhas publicitárias no formato rectângulo médio, admiro imenso as pessoas que conseguem fazer aquelas pequenas maravilhas em formato 300x250, e que cujo peso não pode exceder muito mais do que uns míseros 30kb. Troquei o bloqueador de flash por um que permitisse o seu download, e ganhei o hábito de puxar banners para dentro do PC, e abri-los para estuda-los.
Acreditem que dá muito trabalho, eu passo por essa experiência regularmente, sei bem do que estou a falar, apesar de gostar muito de fazer campanhas, tenho passado uns maus bocados à conta delas.

Mas voltando ao assunto da publicidade online ou IMU (Interactive Marketing Units), a velha utopia nerd da internet ser livre e gratuita para todos simplesmente não paga os custos de alojamento, largura de banda, tráfego, recursos humanos e logísticos necessários para gerar e manter conteúdo. É portanto, um mal necessário. Qualquer portal, site editorial ou de serviços, e até mesmo motores de busca, recorrem à publicidade para sobreviver, rentabilizar e crescer, vejamos os casos da Cnet, Wired, PCWorld, Engadget, Hi5, SAPO, Yahoo e mesmo o Google (isto só para dar alguns exemplos), todos eles têm publicidade nas mais diversas formas. Ser pensarmos bem, onde estaria o Google agora sem as suas soluções de publicidade (AdWords / AdSense)? Ainda o melhor motor de busca sem publicidade? Duvido..
A publicidade online permitiu não só o aparecimento de uma nova economia, como até o aparecimento de novas profissões, como os recentes bloggers profissionais. Como seria de esperar, não é propriamente o que é escrito que gera receitas, mas sim, a publicidade contextualizada.

Quando entramos um site com muita publicidade, pode de facto, parecer-nos abusado e intrusivo. As razões? Das duas, uma: ou é proporcional à necessidade de receitas, ou simplesmente porque há dados que comprovam que gera mesmo essas receitas!
Não creio que seja a vontade dos editores de nos afogar em publicidade..


"My God! It's full of ads!"
(Futurama, 2ACV09, A Bicyclops Built for Two)

"Ah, isso é tudo muito bonito, mas tu achas mesmo bem, os sites cheios de banners a saltar por todos os lados?"


É claro que até eu, às vezes fico incomodada com a quantidade de publicidade que me passa pela frente, mas aceito-o (e aproveito para tirar umas ideias he he). Mas a publicidade online veio para ficar, e temos que a aceitar, tal e qual como temos que aceitar a publicidade noutros formatos (televisão rádio, imprensa). Faz parte do nosso uso normal da internet. Estando habituados a ela, acaba por não chocar assim tanto..

É por isso que é fulcral a previsão de inclusão de publicidade durante a fase de planeamento de um site. Esta deve estar presente desde o primeiro dia, caso contrário, haverá rebeldia ou descontentamento garantido por parte dos utilizadores, pelo menos durante um tempo.

Como este é tema que dá pano para mangas, aqui fica uma primeira abordagem. Alguns aspectos a aprofundar dentro em breve.
link do postPor Isa, às 02:10  comentar

De dextro a 10 de Novembro de 2006 às 00:19
O grande problema é a ausencia de planeamento para a publicidade o que depois resulta em sites onde esta fica desenquadrada. Se a publicidade não for intrusiva mas sim discreta muitas vezes ela até se torna util tal como os anuncios de TV, Radio e Jornais bem como os mupis podem ser uteis na vida real... desde que não se tornem irritantes para o alvo a publicidade é eficaz e não incomoda mas quando simplesmente se atiram com uns 30% de espaço do ecrã para publicidade para uns outros 30% de conteudo começa a tornar-se irritante o que resulta no efeito contrario ao esperado: reduz as receitas!

 

Isa. Webdesigner, geek, apple fangirl assumida, necessita tanto de uma ligação à internet como do ar que respira. Adepta das novas tecnologias e sempre atenta às novidades!

online