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15.11.06
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Por volta do ano 2001/2002, andava tudo com a febre dos sites em flash. Foi na altura em que a banda larga começava a entrar em força pelas casas de muitos, servindo de desculpa para fazer sites pesadíssimos, que faziam os modems de 56Kbps chorar, chegando alguns deles, a levar quase 20 minutos a carregar...
Foi, certamente essa, a principal razão que me levou a ganhar aversão a eles desde o inicio. Passei muitas noites a tentar carregar sites em flash, raramente bem sucedida. Se há coisa mais frustrante que querer ver alguma coisa, e ter que esperar e desesperar por ela...

Essa moda permaneceu em alta durante uns tempos, mas depois começou a perder vantagem para os sites em (x)html + css, que são mais fáceis de desenvolver e actualizar, e são mais acessíveis. Os webdesigners passaram a promover uma cultura de controlo de qualidade, respeitando os padrões do W3C e da acessibilidade, porque a net não é só para alguns.
Democratizou-se também a ideia que os sites não podem levar muito mais que 4 ou 5 segundos a carregar, sob o risco de perder o visitante, ou de fazer com que ele não volte lá mais.

O flash, apesar de algumas melhorias nas ultimas versões, continua a ter inúmeros problemas de acessibilidade, tais como:

- os botões de histórico (back, forward) não funcionam se não forem programados;
- a opção de "Print" também tem que ser programada para funcionar;
- a opção de pesquisa de conteúdo não funciona;
- não dá para aumentar ou diminuir o tamanho do texto através do browser, é outra função que para existir, tem que ser programada;
- o menu do right click do rato também não funciona se não for programado para tal;
- (quando totalmente em flash) não apresenta conteúdo susceptível de ser indexado em motores de busca;
- não tem (por defeito) áreas que se possam linkar directamente através de um endereço, tem apenas um único ponto de partida, que obriga os visitantes a navegar no filme flash para chegar à área pretendida;

Intros em flash sem botão de "skip", ou com música sem o opção de "mute", é muito mau, faz logo querer abandonar o site!

Contudo, não estou aqui a dizer que o flash não presta, e têm havido esforços no sentido de colmatar a lacuna da acessibilidade. O flash é uma óptima tecnologia. Quando bem desenvolvida e implementada, é capaz de fazer coisas espectaculares! Por exemplo, é muito bom para fazer pequenas aplicações para complementar os sites. Outras funcionalidades relacionadas com o audio e o vídeo também estão a revolucionar a web. O problema é que requer muito trabalho e dedicação, e nem todos os webdesigners conseguem dar conta do recado. Tudo tem de ser extremamente bem pensado e o recurso ao actionscript é inevitável, o que certamente irá exigir a participação de um bom developer.

Deve-se, no entanto, evitar ao máximo o uso de flash certos tipos de sites, como os institucionais e de serviços. Já os sites de portfolio, entretenimento, demonstração de tecnologia, e streaming de vídeo, podem usar e abusar dele.

Alguns exemplos de boas aplicações do flash:
digg swarm
Flixn
Liveplasma
Yahoo Maps
YouTube

Algumas galerias de sites xhtm+css:
CSS Elite
CSS Import
CSS Reboot
CSS Remix
CSS Vault
CSS Zen Garden

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Isa. Webdesigner, geek, apple fangirl assumida, necessita tanto de uma ligação à internet como do ar que respira. Adepta das novas tecnologias e sempre atenta às novidades!

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